domingo, 4 de julho de 2021

Acreditar e confiar em Deus faz toda a diferença

 Porque

Acreditar e confiar em Deus faz toda a diferença no enfrentamento dos desafios da vida que aparecem nas situações que julgamos difíceis de resolver com a nossa capacidade humana?


Assim foi com Abraão quando foi sacrificar seu filho Isaac na montanha a pedido do Senhor. (cf. Gn. 22,1-19)

 

Sacrifício de Abraão e seu filho Isaac no monte na terra de Moriá
 

1.Você tem uma situação que julga difícil de resolver?

2.Deseja resolver essa situação?

3.Quer muito que Deus entre com providência nessa situação, resolvendo e te dando vitória? (cf. Sl. 55,23)

4.Diante de tudo que já fez, se pergunta: O que ainda precisa fazer?

5.O que Abraão fez quando o Senhor lhe pediu uma prova da sua fé? (Gn. 22,1-19)


Ter em mente que Deus está no controle de tudo, como mostra a Sagrada Escritura em Provérbios: "Cabe ao homem formular projetos em seu coração, mas do Senhor vem a resposta da língua." (Pv. 16,1), diz o Senhor.

(Sentido: entre todos os planos encarados, a escolha do homem é feita sob a inspiração de Deus).


Ter em mente que Deus está no controle de tudo, como mostra a Sagrada Escritura em Provérbios: "As sortes lançam-se nas dobras do manto, mas do Senhor depende toda a decisão." (Pv. 16,33), diz o Senhor. (Sentido: a providência rege o acaso).

SIM, ter em mente que Deus está no controle de tudo, faz toda a diferença quando esperamos o extraordinário do Senhor numa situação que se apresenta como difícil de se resolver.


Acredite e confie no Senhor, vale a pena (cf. Mt. 14,22-33). Deus é fiel (cf. 2Tm. 2,13). Ele não nos abandona e ainda pode coroar de glórias se acreditar e confiar nele. (cf. Js.1,8s)


Quando as situações na vida tomam rumo indesejado, parece que não, mas Deus a seu tempo e seu modo (cf. Ecle. 3,1-8) dará a solução (cf. Mc. 4,39) da situação nos fazendo sentir sua paz e tranquilidade. Nada temas, porque estou contigo, não lances olhares desesperados, pois eu sou teu Deus; eu te fortaleço e venho em teu socorro, eu te amparo com minha destra vitoriosa.” (Is. 41,10) Diz o Senhor.


Jesus acalma a tempestade no mar (cf. Mc. 4,35-41)


Ter em mente que Deus está no controle de tudo, (Pv. 16:1,33), talvez que não seja o suficiente, mas escutar a voz de Deus no silêncio do coração enquanto oramos (cf. Mt. 6,6) e fazer o que o Senhor nos orienta pra situação, (cf. Mt. 6,33) certamente fará acontecer o extraordinário que desejamos, porque “O Senhor está perto dos que tem o coração quebrantado e salvará os de espírito abatido.” (Sl. 34,19) Diz o Senhor.

 

Faça a experiência como manda o Senhor (cf. Ml. 3,10) de acreditar e confiar em Deus e verá o resultado como diz a Escritura: "tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido, e vos será dado" (cf. Mc. 11,24) pois o extraordinário do Senhor, já está preparado esperando nosso ato de fé (cf. Gn. 22, 1-19) através da experiência feita.


Pedro caminha por sobre a água até Jesus (cf. Mt. 14,22-33)
 

“Nada temas, porque estou contigo, não lances olhares desesperados, pois eu sou teu Deus; eu te fortaleço e venho em teu socorro, eu te amparo com minha destra vitoriosa.” (Is. 41,10) Diz o Senhor.


Os que esperam no Senhor, renovam suas forças e criam asas como águais (cf. Is. 40,31)

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terça-feira, 11 de maio de 2021

Motu Proprio Antiquum Ministerium – Carta Apostólica

 

Dom Peruzzo comenta Motu Proprio do Papa que estabelece ministério de catequista

 


O documento Motu Proprio estabelecerá formalmente o ministério de catequista, desenvolvendo a dimensão evangelizadora dos leigos desejada pelo Concílio Vaticano II

A Sala de Imprensa do Vaticano anunciou que na terça-feira, 11 de maio, será apresentado à mídia o Motu proprio “Antiquum ministerium”, com a presença do arcebispo Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização e dom Franz-Peter Tebartz-van Elst, delegado para a catequese do dicastério.

 

O documento, do Papa Francisco, estabelecerá formalmente o ministério de catequista, desenvolvendo a dimensão evangelizadora dos leigos desejada pelo Concílio Vaticano II. Um papel ao qual, disse o Papa Francisco em vídeo-mensagem, que cabe a responsabilidade do “primeiro anúncio”.

Diante da iminência do documento, o portal da CNBB conversou com o arcebispo de Curitiba (PR) e presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom José Antônio Peruzzo, sobre a importância da ação do Papa e o seu significado.

Confira a entrevista realizada pela CNBB:

Dom Peruzzo, o que é um Motu Proprio?

A expressão Motu Proprio, expressão latina, significa movido dele mesmo, digamos assim de própria iniciativa. É algo querido pelo próprio Papa. O romano pontífice, ele não é apenas o executivo, vitalício, a exercer uma função, ele é o pastor da Igreja universal, sucessor dos apóstolos, com uma responsabilidade de pastorear a igreja e movido por sua própria iniciativa e percepção pastoral originada de suas próprias motivações, claro que assessorado sempre, mas motivado por suas próprias determinações. E como pastor da igreja universal decidiu publicar um determinado escrito cuja característica é da própria moção pessoal, isto quer dizer Motu Proprio.

Qual é a importância e o que esse documento significa para o serviço catequético?

São várias centenas de milhares de catequistas no Brasil. Ministério é a palavra “munus” e também especialmente ministro, originalmente significa aquele que age em nome de. Reconhecer o serviço catequético como um ministério é algo que procede já daquela mais genuína teologia e eclesiologia do Vaticano II. O Papa Francisco é enfático nos seus pronunciamentos explícitos ou de maneira nem sempre explícita, mas ele é sempre muito afeiçoado ao que o Concílio Vaticano deixa a entrever.

O que se vislumbra com esse Motu Proprio?

De certo modo não é uma novidade. Já estava de maneira latente e presente no que a Igreja queria projetar de si mesma. Para o serviço da catequese sem nenhuma dúvida é um serviço solene. É uma nova experiência que aqui no Brasil já se discutia e em algumas dioceses já se praticava. Valoriza a catequese, os catequistas e a atuação da catequese como um todo. O Papa é muito sensível especialmente ao ministério da ministerialidade feminina, digamos assim. Na catequese é imensa a maioria feminina nesse serviço.

E o que o Documento significa em termos pastorais?

O catequista se sente como leigo ministerialmente instituído. Não é apenas um serviço que presta a uma comunidade. Diz o Papa: é vocação, sim!

Servir em nome da igreja à comunidade, à educação da fé, e fazê-lo por causa do batismo que recebeu e a verdade que professa; assumir isso e a Igreja reconhecer este papel não como papel, mas como missão, não como um atributo, mas como algo próprio da identidade do batizado. Assumir isso como ministério responsabiliza a própria hierarquia. Não é um título que se dá, mas uma missão que se reconhece. É dom de Deus. Não é uma distribuição efetiva e prática e/ou pragmática de tarefas é pronunciar a verdade de si mesmo, o catequista, na condição de ministro e não apenas de colaborador funcional. E isto educa a Igreja e os hierarcas bispos, presbíteros e também diáconos. Educa-nos para tomar no devido apreço e reconhecer na devida grandeza o que significa educar a fé de um povo.

Haverá um ritual para instituí-los ou reconhecê-los ministros e ministras. Será uma liturgia específica, tem a solenidade própria. Não será apenas uma titulação, mas formular pública e liturgicamente uma missão que há séculos a igreja exerce, mas precisava educar-se para reconhecer que não apenas no serviço oficial da liturgia, mas no serviço ministerial da educação da fé, os leigos e aqui – de maneira mais destacada as mulheres – podem conferir um novo rosto ao discipulado. São discípulas. No Brasil centenas de milhares que podem dizer à Igreja o quanto de maternidade a própria Igreja precisa se deixar matizar pela presença do ministério dessas mulheres.

Há uma fala do Papa que diz que “o catequista é uma vocação”. E que “Ser catequista, esta é a vocação, não trabalhar como catequista”. Para o senhor, a catequese é uma vocação?

O Papa diz sim que a catequese é uma vocação. A diferença e o que significa vocação? A palavra vocação vem de vox, procede de dentro. Não é uma palavra que alguém de fora pronuncia e determina, mas é uma voz interior que ressoa e ecoa e espera daquele ou daquela escolhida para a missão uma resposta. A resposta se dá em expressão de serviço catequética. O ministro catequista não presta um mero serviço, ele não dá aulinhas sobre a fé, ele partilha a experiência de ter encontrado Jesus Cristo, isso começa deste dentro, por isso é voz interior, por isso é vocação.


FONTE: https://paroquias.com.br/dom-peruzzo-comenta-carta-apostolica-do-papa/

 

Motu Proprio Antiquum Ministerium – Carta Apostólica

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