segunda-feira, 23 de março de 2020

TUDO ISSO SERÁ O PRINCÍPIO DAS DORES


A 4ª parte do Catecismo da Igreja Católica, tratando da doutrina da ORAÇÃO CRISTÃ, na vida do fiel e sua vivência da esperança na plenitude do tempo, afirma:

CIC 672
“Cristo afirmou antes de sua Ascensão que ainda não chegara a hora do estabelecimento glorioso do Reino messiânico esperado por Israel¹, que deveria trazer a todos os homens, segundo os profetas², a ordem definitiva da justiça, do amor e da paz. O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho³, mas é também um tempo ainda marcado pela "tristeza"4 e pela provação do mal5, que não poupa a Igreja6 e inaugura os combates dos últimos dias7. É um tempo de expectativa e de vigília.8

1.    At 1,6-7
"6. Assim reunidos, eles o interrogavam: “Senhor, é porventura agora que ides instaurar o reino de Israel?”. 7. Respondeu-lhes ele: “Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder,"
Comentário: Jesus Cristo é o Messias e Senhor, mas foi o Pai que fixou os tempos e os momentos em seu poder, por ser soberano.


2.    Is 11,1-9
"1. Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. 2. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor do Senhor. 3. Sua alegria se encontrará no temor do Senhor. Ele não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer; 4. mas julgará os fracos com equidade, fará justiça aos pobres da terra, ferirá o homem impetuoso com uma sentença de sua boca, e com o sopro dos seus lábios fará morrer o ímpio. 5. A justiça será como o cinto de seus rins, e a lealdade circundará seus flancos. 6. Então, o lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um menino pequeno os conduzirá; 7. a vaca e o urso se fraternizarão, suas crias repousarão juntas, e o leão comerá palha com o boi. 8. A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da áspide. 9. Não se fará mal nem dano em todo o meu santo monte, porque a terra estará cheia de ciência do Senhor, assim como as águas recobrem o fundo do mar."
Comentário: Jesus Cristo é o Messias, o Ungido, o Escolhido e esperado para julgar e estabelecer a ordem definitiva da justiça, do amor e da paz.


3.    At 1,8
"8. mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins do mundo.”
Comentário: A força e o testemunho dos tempos messiânicos é manifestado pelo Espírito Santo em todos os lugares.


4.    1Cor 7,26
"26. Julgo, pois, em razão das dificuldades presentes,"
Comentário: “em razão das dificuldades presentes”, reforça as palavras do Mestre, "No mundo haveis de ter aflições" (Jo 16,33).


5.    Ef 5,15-16
"15. Vigiai, pois, com cuidado sobre a vossa conduta: que ela não seja conduta de insensatos, mas de sábios 16. que aproveitam ciosamente o tempo, pois os dias são maus."
Comentário: a provação do mal, nos faz compreender que dias estamos passando.


6.    1Pd 4,17
"17. Porque vem o momento em que se começará o julgamento pela casa de Deus. Ora, se ele começa por nós, qual será a sorte daqueles que são infiéis ao Evangelho de Deus?"
Comentário: O Senhor não poupa os seus, por causa da desobediência, do pecado, como está escrito em Provérbios 3,12, "porque o Senhor castiga aquele a quem ama, e pune o filho a quem muito estima."


7.    1Jo 2,18; 1Tm 4,1
1Jo 2,18
"18. Filhinhos, esta é a última hora. Vós ouvis­tes dizer que o Anticristo vem. Eis que já há muitos anticristos, por isso conhecemos que é a última hora."

1Tm 4,1
"1. O Espírito diz expressamente que, nos tempos vindouros, alguns hão de apostatar da fé, dando ouvidos a espíritos embusteiros e a doutrinas diabólicas,"
Comentário: A instabilidade da fé no Messias esperado, gerando as consequências evidentes, nos faz perceber que é a “última hora” no relógio do Pai do Messias.


8.    Mt 25, 1.13; Mc 13,33-37
Mateus 25,
"1. Então, o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo."

"13. Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.”

Marcos 13,
"33. Ficai de sobreaviso, vigiai; porque não sabeis quando será o tempo. 34. Será como um homem que, partindo em viagem, deixa a sua casa e delega sua autoridade aos seus servos, indicando o trabalho de cada um, e manda ao porteiro que vigie. 35. Vigiai, pois, visto que não sabeis quando o senhor da casa voltará, se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã, 36. para que, vindo de repente, não vos encontre dormindo. 37. O que vos digo, digo a todos: vigiai!” (= Mt 26,1-5 = Lc 22,1s)"
Comentário: É um tempo de expectativa e vigilância constante em razão dos sinais da “última hora” que por sua natureza geram sofrimento, mas sobretudo, esperança em razão da Páscoa Definitiva.


Textos bíblicos que nos despertam a curiosidade sobre a Salvação na história da humanidade

Gênesis 5,1-32: 
Na perspectiva dos antigos, a história é uma sucessão de gerações, de modo que contar a história, é contar a história das famílias. Notemos que a geração humana transmite para cada novo ser humano a originalidade com que Deus criou Adão: à imagem e semelhança de Deus (vv. 1-3). Assim, a salvação se mostra já presente na história. Para o Antigo Testamento, ser feliz é viver bastante. Salientando a idade, o texto quer mostrar o seguinte: à medida que o mal cresce, o homem é menos feliz, ou seja, vive menos (cf. 6,3): antes do dilúvio, vive-se de 700 a 1.000 anos; depois do dilúvio, de 200 a 600 anos (cf. Gn 11,10-26); a partir de Abraão, de 100 a 200 (cf. Gn 23,1 etc.); mais tarde, de 70 a 80 anos (cf. Sl 90,10). (Nota de rodapé da Bíblia Pastoral, pg. 18)

Por que a CASA é lugar da proteção divina?

O fato de Deus na história da salvação, em períodos de grande angústia, sempre ordenar aos seus que fique sob sua proteção especificamente em suas casas, isso justifica e comprova que neste ambiente está realmente a presença divina é o que afirma o Mestre dos apóstolos.
"onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”


        Por que a Igreja na CASA, a torna sinal de salvação?

A IGREJA, sacramento universal de salvação
O Concílio Vaticano II deu à Igreja o apelativo de sacramento em diversas passagens, de grande significado. A Igreja, em Cristo, é como o sacramento ou sinal e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano, escreve a Lumen Gentium no cap. I, 1. A Constituição sobre a Igreja reforça esta significação aplicando-a a toda a história da salvação e desenvolvendo a exemplaridade de Cristo e de Israel, para escrever a dada altura: “Aos que se voltam com fé para Cristo, autor da salvação e princípio de unidade e de paz, Deus chamou-os e constituiu-os em Igreja, a fim de que ela seja para todos e cada um, sacramento visível desta unidade salutar” (LG. 9). É porque é sacramento de salvação que a ação litúrgica não é ação privada, mas celebração da Igreja, que é sacramento de unidade, povo santo reunido sob a direção do Bispo, escreve a constituição sobre a liturgia em seu n. 26. (ARNALDO DE PINHO)

As Diretrizes 2019-2023
Vem confirmar profeticamente a mística da imagem da CASA.
A casa foi um dos lugares privilegiados para o encontro do diálogo de Jesus e seus seguidores (Mc1,29;2,15;3,20;5,38;7,24).
Estas comunidades-casas serão espaços de encontro, de ternura e de solidariedade; este será um sinal profético num mundo de individualismo, de comunicações virtualizadas, de violência... a imagem da casa não será significada pelo local de reunião, mas pelas relações fraternas. (DGAE 2019-2023, 73, pg. 47)

“Eles eram perseverantes no ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (At 2, 42).

VEJAMOS
A salvação presente na história
Deus ordenou Noé a entrar em sua casa "a arca"
(Gn 7.1) “Então o Senhor disse a Noé: Entra na arca, você e toda a sua família...”
Noé só saiu de casa "a arca" quando Deus ordenou.
(Gn 8.15) “Então disse Deus a Noé: saia da arca, você e sua mulher, seus filhos e suas mulheres.” (Bíblia Ave Maria)

Páscoao memorial da libertação
Conservar a memória da libertação
Na morte dos primogênitos no Egito os israelitas não podiam sair de casa naquela noite.
(Ex 12.22)
“... aspergireis com esse sangue a moldura e as duas ombreiras da porta. Nenhum de vós transporá o limiar de sua casa até pela manhã." (Bíblia Ave Maria)


Deus destruirá o mal
(Is 26.20,21)
“Vai, povo meu, entra nos teus quartos, fecha atrás de ti as portas. Esconde-te por alguns instantes até que a cólera passe, 21. porque o Senhor vai sair de sua morada para punir os crimes dos habitantes da terra; porque a terra fará brotar o sangue que ela bebeu, e não ocultará mais os corpos dos assassinados.” (Bíblia Ave Maria)

Javé não castiga à toa
(Ez 14.21)
“Portanto, assim diz o Senhor Javé: mesmo que eu mande os meus QUATRO PIORES CASTIGOS: a espada, a fome, os animais ferozes e a peste, para acabar com as pessoas e animais que existem em Jerusalém, 22. sobrará nela um resto de filhos e filhas, trazidos para fora, que conseguirá escapar. (Bíblia Pastoral)

A HISTÓRIA DESDE ADÃO ATÉ A FUNDAÇÃO DO JUDAÍSMO
A salvação depende da fidelidade
(II Cr 7.13)
“13 Quando eu fechar o céu e não cair chuvaquando eu ordenar aos gafanhotos que 
devorem o paísquando eu mandar a peste contra o meu povo
14 se o meu povosobre quem foi invocado o meu Nome, SE HUMILHAR, SUPLICANDO E BUSCANDO A MINHA PRESENÇA, E SE ARREPENDER DO SEU MAU COMPORTAMENTO, eu ouvirei, do céu, perdoarei seus pecados e curarei seu país.”
(Bíblia Pastoral)

Discurso: A vinda do Filho do Homem
O fim ainda não chegou 
(Mt 24.6)
7. “De fato, uma nação lutará contra outra, e um reino contra outro reino. Haverá fome e terremotos em vários lugares.” 
8. Mas tudo isso é o começo das dores.” (Bíblia Pastoral)

“No Judaísmo a imagem foi aplicada ao período de grande angústia que devia preceder a vinda do reinado messiânico” (Bíblia de Jerusalém, pg. 1747, nota - d)

O QUE DIZ A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE?

           AS PIORES DOENÇAS DA HISTÓRIA

Doenças são naturais, assim como a morte. Mas ninguém gosta de sofrer. Apesar disso, com métodos de tortura que a humanidade jamais imaginou, a natureza é capaz de nos colocar em contato com máquinas de dor incomparáveis, os vírus e bactérias malignos ao nosso organismo. Com o Ebola causando temor público e o tema voltando à boca do povo, fizemos um comparativo das doenças mais dolorosas e mortais da humanidade - algumas erradicadas, outras ainda não. Na nossa lista de 8 itens, percebemos que não existe um padrão, e a maior dificuldade no tratamento de pandemias é justamente a agilidade com a qual as doenças se alastram.

1) Peste bubônica, 250 milhões
A doença que assolou a Europa medieval era transmitida por roedores e pulgas que os picavam, transmitindo-a para humanos.
2) Gripe espanhola, de 50 a 100 milhões de mortos entre 1918 e 19
Causada pelo vírus Influenza A, subtipo H1N1, a doença marcou seu período como uma das mais mortais, chegando até à Antártida.
3) AIDS, 25 milhões desde 1981
Atingindo o sistema imunológico central, o vírus teve origem animal, mas se adaptou aos humanos no século passado, atingindo um grande contingente de pessoas.
4) Varíola, 11 milhões
Exclusiva de humanos, a doença tem dois vírus distintos que causam os mesmos sintomas.
5) Malária, 2.7 milhões de mortes por ano, em torno de 2800 crianças por dia
Presente em quase todo o mundo, a doença, transmitida por mosquitos, tem diversos tipos de variações, todas dentro do gênero plasmodium.
6) Ebola, 160 mil mortes desde 2000
Surgindo no Sudão e Zaire, em 1976, o vírus também atinge animais, e devastou populações inteiras de gorilas africanos.
7) Cólera, 12 mil mortes desde 1991
De origem bacteriana, a transmissão se dá por comida ou água contaminada, comum em regiões rurais ou com um sistema de saneamento básico precário, como no Brasil e outros países latinos.
8) Poliomielite, 10 mil mortes desde 1916
Em 90% dos casos é assintomática, mas se o vírus chegar à corrente sanguínea, geralmente transmitido vira oral ou anal, pode danificar o sistema nervoso central, incluindo a coluna cervical, causando paralisia.


Segundo o site da revista SUPER INTERESSANTE,
Bactérias, vírus e outros microrganismos já causaram estragos tão grandes à humanidade quanto as mais terríveis guerras, terremotos e erupções de vulcões.

PESTE NEGRA - 50 milhões de mortos (Europa e Ásia) – 1333 a 1351
CÓLERA - Centenas de milhares de mortos – 1817 a 1824
TUBERCULOSE - 1 bilhão de mortos – 1850 a 1950
VARÍOLA - 300 milhões de mortos – 1896 a 1980
GRIPE ESPANHOLA - 20 milhões de mortos – 1918 a 1919
TIFO - 3 milhões de mortos (Europa Oriental e Rússia) – 1918 a 1922
FEBRE AMARELA - 30 000 mortos (Etiópia) – 1960 a 1962
SARAMPO - 6 milhões de mortos por ano – Até 1963
MALÁRIA - 3 milhões de mortos por ano – Desde 1980
AIDS - 22 milhões de mortos – Desde 1981

Fontes: Organização Mundial de Saúde (OMS) e Fundação Oswaldo Cruz

Reflitamos sobre tudo o que está acontecendo no Brasil e no mundo em relação a pandemia do novo CORONAVIRUS e outras já enfrentadas e ou superadas (pestes, como são descritas nas Sagradas Escrituras) causadoras de perdas, sofrimentos e instabilidade social.

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Por catequista Josivaldo Alves de Aquino

Louvado seja Deus!


DOWNLOAD do texto


domingo, 1 de março de 2020

Introdução à Teologia


Introdução à Teologia
Primeira disciplina da escola de teologia para leigos Paulo VI da Diocese de Tocantinópolis-TO, Polo de Araguaína-TO

Turma 2020 

TEOLOGIA
Ciência ou estudo que se ocupa de Deus, de sua natureza e seus atributos e de suas relações com o homem e com o universo. Conjunto dos princípios de uma religião; doutrina.
Teologia cristã é o estudo da crença e prática cristã. Esse estudo concentra-se principalmente nos textos do Antigo Testamento e do Novo Testamento, bem como na tradição cristã.

A RAZÃO DA ESPERANÇA
“Estai sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança, mas fazei-o com suavidade e respeito” (1Pe 3,15)

"Compreender para crer, crer para compreender" SANTO AGOSTINHO

A VOCAÇÃO DO TEÓLOGO
Entre as vocações suscitadas na Igreja pelo Espírito, distingue-se a do teólogo, que em modo particular tem a função de adquirir, em comunhão com o Magistério, uma compreensão sempre mais profunda da Palavra de Deus contida na Escritura inspirada e transmitida pela Tradição viva da Igreja.
Por sua natureza a fé se apela à inteligência, porque desvela ao homem a verdade sobre o seu destino e o caminho para o alcançar. Mesmo sendo a verdade revelada superior a todo o nosso falar, e sendo os nossos conceitos imperfeitos frente à sua grandeza, em última análise insondável (cf. Ef 3, 19), ela convida porém a razão — dom de Deus feito para colher a verdade — a entrar na sua luz, tornando-se assim capaz de compreender, em certa medida, aquilo em que crê.
A ciência teológica, que respondendo ao convite da verdade, busca a inteligência da fé, auxilia o Povo de Deus, de acordo com o mandamento do Apóstolo (cf. 1 Pd 3, 15), a dar razão da própria esperança, àqueles que a pedem.
______________
Da CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ
INSTRUÇÃO DONUM VERITATIS SOBRE A VOCAÇÃO ECLESIAL DO TEÓLOGO

A SAGRADA ESCRITURA É A ALMA DA SAGRADA TEOLOGIA
(Dei Verbum, 24)

“A sagrada Teologia apoia-se, como em seu fundamento perene, na palavra de Deus escrita e na sagrada Tradição, e nela se consolida firmemente e sem cessar se rejuvenesce, investigando, à luz da fé, toda a verdade contida no mistério de Cristo. As Sagradas Escrituras contêm a palavra de Deus, e, pelo facto de serem inspiradas, são verdadeiramente a palavra de Deus; e por isso, o estudo destes sagrados livros deve ser como que a alma da sagrada teologia (3). Também o ministério da palavra, isto é, a pregação pastoral, a catequese, e toda a espécie de instrução cristã, na qual a homilia litúrgica deve ter um lugar principal, com proveito se alimenta e santamente se revigora com a palavra da Escritura.” (Papa Bento XVI Exortação Apostólica, Constituição dogmática Dei Verbum)

 “A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo. Sempre as considerou, e continua a considerar, juntamente com a sagrada Tradição, como regra suprema da sua fé” (Dei Verbum 21)

 A IGREJA, LUGAR ORIGINÁRIO DA HERMENÊUTICA DA BÍBLIA
(Dei Verbum 29-30)

“Só o contexto eclesial permite à Sagrada Escritura ser entendida como autêntica Palavra de Deus, que se converte em guia, norma e regra para a vida da Igreja e em crescimento espiritual dos crentes."

“Deus se revelou na história, é narrado na Bíblia e foi compreendido na Igreja.” (Pe. Marciano Guerra | abril de 2018 | Curso de Teologia para Leigos – Caxias do Sul)

O QUE FAZ A TEOLOGIA?
“O desenvolvimento da teologia consiste em haurir dos predecessores, enriquecer o dom recebido e transmiti-lo aos sucessores.” (Estudar, aprender e ensinar)

A INTERPRETAÇÃO DA SAGRADA ESCRITURA (o método)
Sentido literal e sentido espiritual (Dei Verbum, 37)

O Concílio Vaticano II indica três critérios para a interpretação da Sagrada Escritura, recordados pela Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini:

1) “Interpretar o texto tendo presente a unidade de toda a Escritura; isso, hoje, chama-se exegese canônica;
2) Ter presente a Tradição viva de toda a igreja;
3) Observar a analogia da fé. Somente quando se observam os dois níveis metodológicos, histórico-crítico e teológico, é que se pode falar de uma exegese teológica, de uma exegese adequada a este Livro” (DV, n.12; VD, n. 34) 

Abaixo,
Documentos da Igreja para estudo da Sagrada Escritura.

CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA DEI VERBUM SOBRE A REVELAÇÃO DIVINA
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DIVINO AFFLANTE SPIRITU sobre os estudos bíblicos
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A INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA NA IGREJA Pontifícia Comissão Biblica
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EXORTAÇÃO APOSTÓLICA VERBUM DOMINI
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CONSTITUIÇÃO DOGMÁTICA DEI FILIUS
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

3º ano de Teologia, ARAGUAÍNA-TO

A Escola de Teologia para Leigos, São Paulo VI, Aprovada em 2013,

É uma atividade de formação permanente dos cristãos leigos e leigas da Diocese de Tocantinópolis e tem como objetivo:

“proporcionar aos cristãos, leigos e leigas, reflexão e aprofundamento para sua fé e prática evangelizadora a fim de atuarem com convicção e competência em suas famílias, nas pastorais, movimentos eclesiais, ministérios e serviços na Igreja contribuindo no exercício da cidadania como cristãos comprometidos/as com o Reino de Deus”.

Com dois pólos na Diocese
nas cidades de Araguaína e Tocantinópolis
3º ano de Teologia, ARAGUAÍNA-TO
Com a disciplina de Iniciação a Vida Cristã. 
Uma experiência inesquecível com pessoas apaixonadas pela missão e entusiasmadas em aprofundar o conhecimento sobre a fé cristã.

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domingo, 8 de dezembro de 2019

Deus, na companhia de Maria



Por que Jesus quis dar sua Mãe, como mãe, ao discípulo que ele mais amava?
Teologia Simples
Teologia Mariana
(Deus, em Maria de Nazaré)

Analisemos a maternidade de Maria estendida aos seguidores do Mestre, a partir do Evangelho de São João:

"Não encontra quem quiser encontrar Cristo sem cruz. Impossível é sem Maria encontrar também Jesus. Como não há cruz sem Cristo e não há Cristo sem cruz. Não há Jesus sem Maria nem Maria sem Jesus" (PE. ANTÔNIO MARIA)

São João, Cap.19
Contexto Bíblico: julgamento e crucificação de Jesus Cristo: Pilatos mandou então flagelar Jesus (v.1); seria morto por ter se declarado filho de Deus (v.7); julgamento de Jesus (v.13); era a preparação para a Páscoa (v.14); ali o crucificaram ao lado de dois ladrões (v.18)

"25. Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena."
INTERPRETAÇÃO
"junto a cruz de Jesus"
O lugar de Maria é ao lado do Filho de Deus, o Messias, Jesus Cristo, seu filho e todos os que estão com a Mãe, estão com o filho.

"26. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho."
INTERPRETAÇÃO
"Jesus viu sua mãe"
“Ver” na Bíblia corresponde a contemplar, admirar, valorizar.
Jesus Cristo, o Senhor, colocou sua Mãe em lugar privilegiado no plano de salvação.
"perto dela o discípulo"
"Perto" supõe próximo, ao lado, junto, com, na companhia dela.
O discípulo deve estar ao lado da Mãe do filho de Deus.
"O discípulo que amava"
Não se pode negar que o discípulo predileto do Mestre é o que se encontra ao lado da sua Mãe, na sua companhia, certamente com a espiritualidade mariana. Porque nos tornamos parecidos com quem convivemos. Fato.
"Mulher, eis aí teu filho"
Aqui, o Mestre apresenta seu discípulo 'amado' à sua Mãe e o dá como filho. O discípulo representa o grupo de seguidores do Mestre, a igreja, que é dada em João, discípulo amado, por filhos à Mãe do Salvador.

"27. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa."
INTERPRETAÇÃO
"eis aí tua mãe"
Aqui, o Mestre apresenta a sua Mãe para o discípulo amado, que representa a igreja, comunidade de seguidores de Jesus Cristo e o dá como filho à sua Mãe.
"e dessa hora em diante"
Aqui, o elemento 'tempo' (dessa hora em diante) aparece para indicar o período completo. Do início ao fim da vida e até a eternidade com Deus.
"O discípulo a levou para a sua casa"
O escritor afirma o que é histórico.
'Levar para sua casa', (verbo de ação) significa que ele a aceitou como Mãe, pelo Salvador. Que a amou como o seu Mestre quis que a amasse. Vivendo com ela. Cuidando dela e sendo cuidado por ela. O escritor sagrado quis deixar para as futuras gerações, que o 'discípulo amado' do Mestre, (o que está na companhia de sua Mãe) deve a levar para sua casa e viver com ela até a eternidade.
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Bíblia Ave Maria, como fonte.

A partir desta reflexão bíblica de João 19,25-27
Quem é o discípulo amado do Mestre?

O discípulo amado do Mestre (Jesus Cristo) é:
O que faz sua vontade legítima e justa, (Lc 1:38; Jo 2:5)
O que cumpre seus ensinamentos, (Jo 14:15)
O que é obediente às suas ordens, (Jo 14:15)
O que está na companhia de sua Mãe, (Jo 19:25-27)
O que acolhe a sua Mãe em obediência à sua ordem, (Jo 19:25-27)
O que se permite cuidar dela e deixar-se ser cuidado por ela, ((Jo 19:25-27)
O que divide a sua casa (vida) com a Mãe do seu Senhor com honras como fez Isabel sua prima (Lucas 1,43)
O que convive com a Mãe do Mestre e por isso tem uma espiritualidade bíblica e genuinamente cristã, ou seja, mariana. (Jo 19,27; At 1:12-14; 2:1)

Eis o discípulo amado do Mestre, Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Maria de Nazaré e filho adotivo de José seu castíssimo esposo:

Ø  Esposa do Espírito Santo, (Lc 1:35; 1:41,46)
Ø  Filha predileta do Pai, (Lc 1:38; Jo 2:5)
Ø  Mãe do Filho de Deus, Nosso Senhor, (Lc 1:35; Jo 19:26)
Ø  Mãe dos seguidores de Jesus Cristo, cristãos, por ordem do seu Filho Amado. (Jo 19:25-27)

Como ainda podemos ter dúvidas?
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Por catequista Josivaldo Alves de Aquino
Diocese de Tocantinópolis
Comissão de Animação Bíblico Catequética do Regional Norte 3 da CNBB.
Pós-graduando em Estudos Bíblicos no Novo Testamento, pela UniCesumar.
Araguaína, Tocantins - dezembro de 2019.

Deus seja louvado!

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domingo, 20 de outubro de 2019

Metodologia e Planejamento na Catequese de Inspiração Catecumenal

"O que vimos e ouvimos, nós vos anunciamos" (1º Jo 1,3)


Carta do referencial da Comissão
“Com alegria a Comissão de Animação Bíblico-Catequética do Regional Norte 3 da CNBB, convida para o Encontro Regional de Formação Bíblico-Catequética – Regional Norte 3, que acontecerá no CTL de Miracema do Tocantins, nos dias 5 e 6 de outubro do corrente ano, intitulado “Metodologia e Planejamento na Catequese de Inspiração Catecumenal – enfoque na catequese na era digital”, com o Lema: “O que vimos e ouvimos nós vos anunciamos" (I Jo 1, 3a).
Queremos refletir sobre a resposta da catequese como expressão de uma Igreja que experimenta e testemunha a fé em Cristo, em tempos de mudança de época de forma inculturada, como exortou Papa Francisco aos participantes do II Congresso Internacional de Catequese - Roma, 22 de setembro de 2018, “com a nossa catequese, levar a acolher a contemporaneidade de Cristo. Na vida sacramental, de fato, que encontra seu cume na santa Eucaristia, Cristo se faz contemporâneo da sua Igreja: acompanha-a nos acontecimentos da sua história e jamais se afasta”.
Contaremos com a assessoria da Professora Edna Perez, Especialista em Comunicação pela SEPAC-USF, Mestre em Letras pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e outros títulos, e Assessora de formação de lideranças pastorais em Iniciação à Vida Cristã, Liturgia, Leitores e Acolhida da Arquidiocese de São Paulo”
Dom Wellington de Queiroz Vieira
Bispo Referencial da Comissão de Animação Bíblico-Catequética
Regional Norte 3 – CNBB

Metodologia e Planejamento na Catequese de Inspiração Catecumenal